MIDIALAB

Ensino e pesquisa em mídias digitais e educação

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    O conteúdo deste blog está organizado em seis categorias: TEORIA (resumos, traduções e comentários de textos de outros autores); PRÁTICA (relatos de experiências que eu conheci de outro lugar), MINHA PESQUISA (registro da pesquisa que atualmente desenvolvo na USC com apoio da Fapesp), EXPERIÊNCIA INGLESA (relatos de políticas, pesquisas e experiências no campo da mídia, cultura e educação desenvolvidas naquele país) e NOTÍCIAS. Há também uma categoria com textos em inglês sobre mídia-educação no Brasil.
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Archive for the ‘Minha pesquisa’ Category

ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (5)

Posted by alexandrabujokas em abril 20, 2008

A oficina desta semana foi bem corrida: os alunos terminaram de editar as seqüências do filme no qual vêm trabalhando há quatro semanas e começamos a estudar a montagem. Primeiro, assistimos dois filmes antigos: “O grande engolidor”, feito por James Williamson, um dos pioneiros do cinema inglês, em 1901; e “A lupa da vovó”, feito por George Albert Smith, em 1900, outro pioneiro inglês.

Escolhemos esses filmes porque, embora sejam muito simples, eles já aplicar técnicas de corte e junção, de um jeito semelhante ao que conseguimos fazer no laboratório.

A seguir, partimos para a produção de um filminho, planejado para exercitar a técnica da montagem: um aluno olha para a tela do computador, com cara de entediado. De repente,tem uma idéia, sai correndo pelo corredor da biblioteca, dá um salto e cai na grama do jardim, com um livro na mão. O corte entre o salto para cima, na biblioteca, e a aterrissagem, no jardim, foi o objeto da experimentação com a montagem.

Assista o exercício aqui:

Depois de fazer o exercício, os alunos retomaram as seqüências do filme, e estão criando recursos para montar as oito cenas. Terminaremos na próxima semana.

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (4)

Posted by alexandrabujokas em abril 12, 2008

Na quarta oficina sobre trailer de cinema, continuamos o estudo do som. Já havíamos falado sobre diálogos, efeitos especiais e um pouco sobre trilha sonora. Resolvemos explorar melhor esta última modalidade de sonorização. Começamos assistindo o trecho do DVD “Fantasia” da Walt Disney que tem o desenho feito para a música “Rhapsody in Blue” do Gershwin. Conversamos sobre o modo como os autores fizeram os ritmos do desenho combinar com os ritmos da música. A seguir, tocamos a música no computador e eninamos os alunos a fazer uma decupagem, marcando os pontos em que a música “mudava de clima”. A gente ouvia, parava no momento da mudança e eles deviam atribuir uma sensação ao trecho, espontaneamente. Fizeram isso muito bem: identificaram momentos de expectativa, sensação de que algo importante está acontecendo, calma, relaxamento, diversão etc.

Por fim, retomamos o script do filme que vínhamos fazendo desde a segunda oficina. Escrevemos os diálogos que estavam faltando, gravamos esses diálogos, escolhemos efeitos sonoros e aproveitamos a decupagem da música, para escolher alguns trechos para serem colocados em seqüências do filme que não tivessem diálogos.

Os arquivos forma copiados para os computadores e, em duplas, eles começaram a editar no Windows Movie Maker, de acordo com o script produzido coletivamente. Tomamos o cuidado de editar cada uma das oito seqüências que compõem o filminho separadamente.

Na próxima semana, vamos estudar um pouco de estruturas narrativas, aprender a identificar o ponto do conflito – e como ele é criado. Depois, vamos estudar algumas técnicas de montagem. Com as oito seqüências finalizadas, os alunos deverão pensar em algum tipo de montagem para ser criado na hora de juntar as seqüências e pensar num recurso que enfatize o ponto de conflito do filme que eles criaram.

RHAPSODY IN BLUE – PARTE 1

RHAPSODY IN BLUE – PARTE 2

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (3)

Posted by alexandrabujokas em abril 4, 2008

A terceira oficina se concentrou no som.

Primeiro, os alunos ouviram um programa de rádio que eu havia produzido originalmente como piloto de um possível programa para a Veritas FM. Esse programa explora as relações entre sons verbais e não verbais e suas gerações de sentido, usando como fundamento a teoria dos signos de Charles Pierce. Depois de ouvir, fizemos uma conversa informal sobre o que eles aprenderam sobre diálogos, música e efeitos sonoros.

Em seguida, a Mariana fez uma apresentação sobre os recursos da sonoplastia: trilha sonora, diálogos dos personagens e narração, efeitos sonoros naturais e artificiais. Na seqüência, ouvimos diversas vezes o som de cada um dos quatro trailers anteriormente estudados. Desligamos o vídeo, para que todos se concentrassem apenas no som e identificasse o tipo de música, os tipos de efeitos, as características da voz e da entonação do narrador, os diálogos. Depois, assistimos novamente os trailers, para ver em que ponto da imagem estavam os sons que havíamos identificado.

Os alunos então receberam um questionário, para registrar o que haviam observado na sonoplastia dos trailers.

Para finalizar, retomamos o filme gravado na oficina anterior e planejamos a sonoplastia: que tipo de música, quais efeitos sonoros, o que diria o narrador. O trabalho será realizado na próxima oficina.

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (2)

Posted by alexandrabujokas em abril 4, 2008

Alunos do Midialab gravam uma seqüência cinematográfica

Na segunda oficina, os alunos produziram uma seqüência cinematográfica, com a seguinte narrativa: um estudante chega de ônibus à USC e vai apressado em direção ao Midialab. Ele está nervoso porque está atrasado. Quando chega, percebe que esqueceu o caderno em casa.

A narrativa foi passada pronta para o grupo, porque o objetivo era transformar um texto verbal em texto audiovisual. Por isso, não queríamos perder tempo passando aos estudantes a tarefa de criar a narrativa.

Primeiro, eles receberam um folha, com o objetivo de cada sequência. Nessa folha, eles anotaram planos e movimentos de câmera que consideraram mais apropriados para expressar a idéia da sequência. Depois, fizemos uma discussão coletiva para eleger as melhores idéias.

A seguir, cada um recebeu um script em branco, e transcreveu, em detalhes, o planejamento de cada uma das oito seqüências propostas para a narrativa. Fizemos isso para exercitar o caminho de volta: ter uma cena na cabeça e transformá-la em palavras, usando um vocabulário técnico da área de cinema.

Com o script em mãos, fomos captar as cenas, obedecendo o que havia sido planejado, para ver em que medida daria certo.

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (1)

Posted by alexandrabujokas em abril 3, 2008

Alunos estudam os planos cinematográficos dos trailers

Na primeira oficina sobre o estudo do trailer de cinema, procedemos do seguinte modo:

1. Começamos com uma conversa informal sobre os filmes que os alunos assistiram, gostaram e não gostaram. À medida em que eles respondiam, perguntávamos porque gostavam ou não de determinado tipo de filme;

2. Depois, relacionamos o gosto com a questão dos gêneros cinematográficos: quais gêneros eles conheciam? De qual(ais) gostavam mais? Por quê?

3. Passamos ao estudo de quatro trailers de gêneros diferentes: Piratas do Caribe (aventura), Jogos Mortais (terror), American Pie (comédia) e Zuzu Angel (drama). Inicialmente, foram exibidos os quatro trailers e fizemos algumas perguntas: qual é o gênero de cada um? como você sabe que é esse o gênero? que tipo de sentimento cada um dos filmes provoca na gente? o que o filme faz para provocar esse sentimento?

4. Exibimos um tutorial sobre planos e ângulos de câmera, usando material retirado dos próprios trailers. O tutorial explica a função de cada tipo de plano (planos geral, aberto, americano, médio, close e super close) e angulação (plongée, contra-plongée, panorâmica, chicote, travelling, zoom in e zoom out).

5. Cada um dos trailers foi reconstruído na forma de storyboard (uma seqüência de desenhos que mostra a ordem planejada para filmar) e os alunos observaram as seqüências de imagens dos quatro trailers, para sedimentar o conhecimento sobre os planos. Eles anotaram numa folha os planos que se repetiram mais em cada gênero e deveriam tentar explicar porque isso acontecia.

6. Depois, eles assistiram os trailers pausando-os, para identificar os ângulos e movimentos que a câmera fazia. Novamente, deveriam avaliar porque determinados ângulos eram usados daquela forma específica em cada um dos gêneros.

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LINGUAGEM DO TRAILER DE CINEMA

Posted by alexandrabujokas em abril 3, 2008

Mariana Cerigatto, aluna do curso do jornalismo e bolsista IC Fapesp, orienta os alunos na atividade sobre planos cinematográficos

Junto com a Mariana Cerigatto, estudante do curso de Jornalismo da USC e bolsista de iniciação científica da Fapesp, começamos a desenvolver uma série de oficinas para explorar a linguagem dos trailers de cinema. O objetivo do trabalho é focar o modo como os trailers são produzidos, criando exercícios de leitura e escrita na linguagem audiovisual. A hipótese é que, ao observar um trailer “por dentro”, os alunos, aos poucos, adquiram instrumentos congnitivos para examinar essa linguagem de uma perspectiva mais crítica. Capacidade crítica – neste caso – seria a habilidade de assistir um trailer, pensar em como ele foi feito, para que público e com quais objetivos. Ao fazer isso, o jovem se distancia da mensagem, observa-a com menos envolvimento emocional e pode emitir juízos de valor – e não apenas dizer se gostou ou não gostou do trailer (e do filme).

A série de oficinas está assim planejada:

OFICINA 1 – FOCO NA IMAGEM

Objetivo – estudar ângulos e planos da cinematografia e tentar identificar qual é o objetivo do diretor ao escolher determinados ângulos e planos para filmar uma cena.

OFICINA 2 – FOCO NA IMAGEM

Objetivo – aplicar os conhecimentos da oficina 1 na produção de uma seqüência cinematográfica

OFICINA 3 – FOCO NO SOM

Objetivo – conhecer fundamentos de sonoplastia (trilha sonoro, diálogos e efeitos) e avaliar como

OFICINA 4 – FOCO NO SOM

Objetivo – aplicar os conhecimentos da oficina 3 na sonorização da sequência gravada na oficina 2

OFICNA 5 – FOCO NAS ESTRUTURAS NARRATIVAS

Objetivo – entender o modo como a narrativa do trailer evolui em função do gênero e das expectativas do público para aquele tipo filme. Identificar recursos de montagem e junção de cenas.

OFICINA 6 – FOCO NAS ESTRUTURAS NARRATIVAS

Objetivo – aplicar os conhecimentos adquiridos na oficina 1 e modificar a estrutura narrativa de um conto de fadas tradicional, em função do gênero e das expectativas do público.

OFICINA 7 – CRÍTICA DE FILMES

Objetivo – aprender a produzir pequenas críticas de trailers de filmes, avaliando linguagem, gênero e estilo da narrativa

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Turma de quinta-feira

Posted by alexandrabujokas em março 30, 2008

Esses são os alunos que participam das oficinas do Midialab nas tardes de quinta-feira

posterquinta.jpg

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ESTUDANDO A PUBLICIDADE (2)

Posted by alexandrabujokas em março 30, 2008

Na parte prática, os alunos deveriam produzir um anúncio, usando a noção de apelo para um público específico. Para tanto, foi proposta a “Campanha de valorização dos nerds”, com anúncios que tentassem convencer os bagunceiros a mudar de atitude e começar a estudar.

Procedemos da seguinte forma:

1. Cada grupo fez uma lista de atitudes, gostos e valores dos bagunceiros. Nessa lista entraram coisas do tipo “bagunceiro gosta de estudar”, “de chamar a atenção”, “de ouvir música”, “do Orkut”, “de ficar no pátio zoando”, “de jogar futebol”, “de passear”, “de se divertir com os amigos”.

2. Cada grupo escolheu um dos gostos do bagunceiro e deu um jeito de associar o apelo com o ato de estudar. Essa associação deveria ser feita na forma de um slogan, um tópico frasal e uma ou mais fotos.

3. Antes de montar o anúncio, eles assitiram este tutorial sobre design para anúncio publicitário:

Depois, cada grupo montou seu anúncio, usando o editor de texto do Open Office. Esses foram os resultados:

ANUNCIO 3

ANUNCIO 2

ANUNCIO 1

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ESTUDANDO A PUBLICIDADE (1)

Posted by alexandrabujokas em março 30, 2008

A primeira oficina do Midialab foi dedicada ao estudo da publicidade. Algumas atividades deram certo, outras não. A aula começou com uma conversa sobre o que os alunos pensavam sobre publicidade: gostam ou não gostam, sentem-se ou não influenciados por ela, onde está essa influência. Depois, foi distribuída uma ficha, com algumas afirmações sobre publicidade e mídia de massa em geral. Eles deveriam marcar se concordavam, discordavam ou não tinha opinião sobre cada uma das afirmações. Essa foi a atividade que não deu certo, porque eles não entendiam o significado de expressões como “As mensagens midiáticas se fundametam muito em estereótipos”. Na hora, a minha saída foi transmitir os conceitos, mas eu percebi que eles tiveram dificuldades e não se envolveram muito com a tarefa. Na turma seguinte, eu pulei essa parte:

QUESTIONÁRIO INICIAL

Depois disso, foi a hora de partirmos para a observação. Mostrei três anúncios de produtos diferentes, mas que tinham em comum o uso da imagem da mulher:

ANÚNCIO CHIVAS

ANÚNCIO INTEL

ANÚNCIO COC

Nesse momento, fiz as seguintes perguntas:

1. A imagem da mulher é explorada do mesmo jeito nos três anúncios?

2. Qual é o motivo para colocar cada uma das mulheres em cada anúncio?

Eles concordaram que o anúncio do Chivas explorava o corpo da mulher, tinha conotação sexual e que o anúncio do COC explorava “o que a mulher estava fazendo, que era estudar”. Mas não souberam dizer se havia algum problema no anúncio da Intel porque, mostrava o corpo da mulher, mas ela estava com roupa.

Fiz uma pausa na discussão e introduzi a noção de “apelo” na publicidade. Primeiro, perguntei o que eles entendiam das palavras “apelo”, “apelativo”. Eles responderam que apelo era uma espécie de convencimento e ser apelativo era usar de tudo para convencer alguém. Considerei um bom começo.

Vimos a noção de apelo segundo o dicionário e retomamos os anúncios. A tarefa era identificar o público alvo de cada um dos três exemplos e o apelo que estava sendo criado com a imagem da mulher. Não foi difícil eles chegarem à conclusão de que o anúncio do uísque associava mulher com prazer (e, conseqüentemente, a bebida com o prazer), o anúncio do chip associava a mulher com a diversão (conseqüentemente, estudar com o computador com chip Intel era mais divertido) e o anúncio do sistema COC associava a mulher com a iniciativa (de conduzir a própria vida profissional).

Para sedimentar a noção que acabava de ser estudada, eles se snetarm em duplas nos computadores e assistiram três anúncios da Coca-cola, feitos para públicos diferentes e usando recursos, linguagem e apelos diferentes. O objetivo era identificar o público alvo e o que os autores do anúncio fizeram para associar o apelo ao produto. Quando o exercício envolve televisão, parece que os alunos têm mais dificuldade. Foi preciso dar um “empurrãzinho” para que eles chegasse à conclusão de que o primeiro anúncio é para um público mais amplo e associa Coca-cola com amizade; o segundo era voltado para pessoas que gostam de vídeo-game (e associa Coca-cola com “games do bem”) e o terceiro era para pessoas que gostam de dança de rua e atividades físicas (e consomem Coca-cola Zero).

Daí, começou a parte prática.

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LINGUAGEM DA PUBLICIDADE

Posted by alexandrabujokas em março 10, 2008

A primeira atividade de leitura e escrita do Midialab está assim planejada:

1. Os alunos vão receber uma folha, com 11 afirmações sobre comerciais de TV, e devem responder se concordam ou não com cada uma delas. A seguir, faremos um levantamento das respostas dadas a cada um dos itens e eles devem discutir as razões para os pontos de vista. O objetivo dessa atividade é trazer à tona o conhecimento prévio que os alunos têm sobre os “perigos” e o prazer que vem da publicidade.

2. A seguir, será introduzida a noção de “apelo publicitário”, de um modo bastante simples: a partir da análise de quatro filmes publicitários da Coca-cola, eles deverão identificar o público alvo de cada um e argumentar porque acham que determinado filme foi feito para determinado público – a conversa será orientada até esclarecer a noção de apelo.

3. Depois, os alunos irão observar três anúncios que oferecem produtos diferentes, mas têm em comum o fato de usar imagens de mulheres como recurso para criar um apelo. Objetivo é descobrir qual apelo está associado à imagem da mulher.

4. Tratada a noção de apelo, os alunos irão receber algumas instruções básicas sobre estruturação do espaço e tipologia, para criar um panfleto publicitário. Daí, eles devem produzir uma foto, uma frase chamativa e um texto publicitário para montar o anúncio que tenta convencer os alunos a estudar mais. Se tudo der certo, o panfleto será distribuído na escola.

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