MIDIALAB

Ensino e pesquisa em mídias digitais e educação

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    O conteúdo deste blog está organizado em seis categorias: TEORIA (resumos, traduções e comentários de textos de outros autores); PRÁTICA (relatos de experiências que eu conheci de outro lugar), MINHA PESQUISA (registro da pesquisa que atualmente desenvolvo na USC com apoio da Fapesp), EXPERIÊNCIA INGLESA (relatos de políticas, pesquisas e experiências no campo da mídia, cultura e educação desenvolvidas naquele país) e NOTÍCIAS. Há também uma categoria com textos em inglês sobre mídia-educação no Brasil.
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Posts de Abril, 2008

GLOSSÁRIO DO AUDIOVISUAL

Publicado por alexandrabujokas em Abril 25, 2008

A revista Screen, editada pelo British Film Institute de Londres, mantém um glossário de termos relativos ao audiovisual, que contemplam desde entradas técnicas como, por exemplo, “16 mm”, “HI-8”, “gênero”, “stop-montion”, passando por termos de caráter político, como “censura”, até definições de conotação estética como “brechtiano”. Para quem lê em inglês e não tem familiaridade com a área de cinema e vídeo, trata-se de um atalho confiável na hora de planejar atividades de mídia-educação.

Veja como foi definida a expressão “censura”:

Prática de examinar certos trabalhos com o objetivo de avaliar sua adequação e conveniência para certos grupos de pessoas (geralmente crianças ou adolescentes) e fazer as devidas mudanças para ajustá-los aos padrões legais e morais em vigor no momento. A organização responsável pelo julgamento de filmes e vídeos no Reino Unido é a British Board of Film Classification (originalmente chamados de “censores”); a televisão tem outros reguladores.

Veja como foi definida a palavra “gênero”:

Modo de categorizar diferentes tipos de imagens e textos. Como o termo tem um uso específico nos estudos de filmes, o termo pode soar um pouco desajeitado ou inapropriado quando aplicado a outras formas de mídia, como TV ou vídeo. Por isso, é mais comum falar em formatos televisivos como “gameshow” ou “talkshow”, por exemplo.Gêneros são tipicamente estudados a partir da idéia de narrativa, iconografia, temas e personagens que se aparecem costumeiramente num exemplo qualquer de determinado gênero. Entretanto, é importante ter em mente o papel da audiência quando se estuda gênero. É comumente aceito que a audiência gosta, ao mesmo tempo, da repetição daquilo que é familiar no gênero e de ver alguma coisa nova.

Clique aqui para acessar o glossário

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REPÓRTER POR UM DIA NA BBC

Publicado por alexandrabujokas em Abril 23, 2008

Todos os anos a BBC promove o “Schools Day Report”, quando são convidados alunos das escolas primárias do país inteiro para participar de atividades de produção de notícias. Há uma infinidade de projetos. As escolas que possuem equipamentos de áudio, vídeo e computadores podem produzir conteúdo localmente e enviar o material para a emissora. Estudantes acompanham a rotina dos jornalistas e produzem relatórios sobre o que viram. Monitores da BBC oferecem oficinas na sede da emissora em Londres. Depois, tudo o que foi produzido fica disponível no website.

Neste ano, os alunos experimentaram um modo diferente de produzir notícia: a linguagem dos quadrinhos, numa oficina oferecida na sede da BBC. Primeiro, eles tiveram uma conversa com um jornalista da rede, para entender o que é notícia e, a seguir, foram buscar notícias do interesse deles em jornais e websites jornalísticos. Depois, eles tiveram de elaborar questões para participar de uma entrevista coletiva com outro jornalista. O tema da entrevista era “o que é notícia”.

Por fim, eles aprenderam a usar um software que compila fotos e textos na estrutura de histórias em quadrinhos, escolheram imagens e redigiram textos, para contar um fato noticioso numa linguagem diferente.

A BBC toma o cuidado de fornecer um guia sobre direitos autorais, para que, desde cedo, os alunos aprendam a respeitar essas normas. A oficina realizada nesse dia usou material bruto previamente produzido pela emissora.

Clique aqui para ler o relato da atividade na íntegra (em inglês)

Clique aqui para ler mais sobre o BBC News School Report

Adaptação de uma notícia sobre mergulhador que sofreu ataque de tubarão, produzida por estudantes da Longsands College, de Cambridgeshire, Grã-Bretanha.



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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (5)

Publicado por alexandrabujokas em Abril 20, 2008

A oficina desta semana foi bem corrida: os alunos terminaram de editar as seqüências do filme no qual vêm trabalhando há quatro semanas e começamos a estudar a montagem. Primeiro, assistimos dois filmes antigos: “O grande engolidor”, feito por James Williamson, um dos pioneiros do cinema inglês, em 1901; e “A lupa da vovó”, feito por George Albert Smith, em 1900, outro pioneiro inglês.

Escolhemos esses filmes porque, embora sejam muito simples, eles já aplicar técnicas de corte e junção, de um jeito semelhante ao que conseguimos fazer no laboratório.

A seguir, partimos para a produção de um filminho, planejado para exercitar a técnica da montagem: um aluno olha para a tela do computador, com cara de entediado. De repente,tem uma idéia, sai correndo pelo corredor da biblioteca, dá um salto e cai na grama do jardim, com um livro na mão. O corte entre o salto para cima, na biblioteca, e a aterrissagem, no jardim, foi o objeto da experimentação com a montagem.

Assista o exercício aqui:

Depois de fazer o exercício, os alunos retomaram as seqüências do filme, e estão criando recursos para montar as oito cenas. Terminaremos na próxima semana.

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LEITURA, ESCRITA E A QUESTÃO DA IDENTIDADE

Publicado por alexandrabujokas em Abril 20, 2008

Continuamos enfrentando problemas com a pouca familiaridade que os alunos têm com a prática de escrever textos. Além dos erros de ortografia e gramática, tenho percebido que os textos saem um pouco infantis para a idade deles. Ainda estou buscando modos de enfrentar esse problema. Quanto à ortografia, o uso do corretor do Open Office deve ajudar. Separei alguns cadernos de jornais e levei nas duas últimas semanas. Para minha surpresa, eles se interessaram, ficaram folheando, um aluno quis até fazer as palavras cruzadas (mas não conseguiu fazer tudo, e acabou desistindo).

O que eu observei me fez pensar em algumas coisas. Em primeiro lugar, fiquei imaginando onde começa essa história de que o aluno não sabe escrever porque não lê, e porque não lê, não desenvolve o hábito da leitura e da escrita,  e termina o Ensino Médio sofrendo o analfabetismo funcional etc etc etc.

Quando eu cursava as disciplinas do doutorado, participei de algumas discussões sobre o fato de a escola impor uma cultura que, às vezes, não tem significado na vida do aluno, não respeita a identidade da criança e, no final das contas, não ensina. Em geral, essas discussões se referiam mais a conteúdos ou tipos de textos, por exemplo.

Mas o que ocorre é que, independentemente do tipo de texto, são os fundamentos muito elementares da linguagem que não estão sendo mais ensinados. Presenciei uma cena no Midialab que me fez tecer algumas considerações muito pessoais, mas que talvez tenham lá algum fundamento.

Foi o seguinte: as monitoras e eu decidimos não interferir nos erros dos textos dos alunos – ao menos não de modo incisivo, para que eles não se sentissem intimidados ao escrever. Quem nos chama para corrigir, a gente ajuda; para quem não chama, a gente se finge de samambaia. Mas, num dia desses, uma nova aluna de jornalismo apareceu. Como ela não estava por dentro das nossas decisões, chegou falando que tinha muito erro de português nos blogs, ao que um dos alunos respondeu “é assim que a gente escreve. Se você não quiser, não lê”.

Essa situação me levou a pensar no seguinte: é claro que os alunos ficam – de um jeito ou de outro – sabendo das notícias que circulam na mídia (e, conseqüentemente, circulam entre professores e alunos) sobre a falta de qualidade das escolas públicas, em contraste com a qualidade da maioria das escolas particulares. Quando uma escola pública alcança um nível mínimo de qualidade, vira notícia de destaque no jornal. Esses alunos já se sentem diminuídos por uma série de marginalizações: não têm o mesmo acesso às tecnologias, aos bens de consumo, ao aprendizado de uma língua estrangeira. Ser, de alguma forma, discriminado por não estudar em uma escola boa deve doer na alma de um adolescente, é claro que sim! E talvez a rejeição ao aprendizado da leitura e da escrita seja um mecanismo de auto-defesa: desvalorizar algo que não se sabe pode ser uma saída para não sofrer por não sabê-lo.

Fico pensando no modo como o professores se comportam na sala de aula, ao conversar com os alunos sobre as dificuldades deles com a língua. Talvez esse seja um problema ainda velado, mas muito significativo para enfrentar as questões de ensino e aprendizagem da língua que, no fundo, são também questões de caráter cultural, envolvendo identidades e poder simbólido dentro da sala de aula.

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (4)

Publicado por alexandrabujokas em Abril 12, 2008

Na quarta oficina sobre trailer de cinema, continuamos o estudo do som. Já havíamos falado sobre diálogos, efeitos especiais e um pouco sobre trilha sonora. Resolvemos explorar melhor esta última modalidade de sonorização. Começamos assistindo o trecho do DVD “Fantasia” da Walt Disney que tem o desenho feito para a música “Rhapsody in Blue” do Gershwin. Conversamos sobre o modo como os autores fizeram os ritmos do desenho combinar com os ritmos da música. A seguir, tocamos a música no computador e eninamos os alunos a fazer uma decupagem, marcando os pontos em que a música “mudava de clima”. A gente ouvia, parava no momento da mudança e eles deviam atribuir uma sensação ao trecho, espontaneamente. Fizeram isso muito bem: identificaram momentos de expectativa, sensação de que algo importante está acontecendo, calma, relaxamento, diversão etc.

Por fim, retomamos o script do filme que vínhamos fazendo desde a segunda oficina. Escrevemos os diálogos que estavam faltando, gravamos esses diálogos, escolhemos efeitos sonoros e aproveitamos a decupagem da música, para escolher alguns trechos para serem colocados em seqüências do filme que não tivessem diálogos.

Os arquivos forma copiados para os computadores e, em duplas, eles começaram a editar no Windows Movie Maker, de acordo com o script produzido coletivamente. Tomamos o cuidado de editar cada uma das oito seqüências que compõem o filminho separadamente.

Na próxima semana, vamos estudar um pouco de estruturas narrativas, aprender a identificar o ponto do conflito – e como ele é criado. Depois, vamos estudar algumas técnicas de montagem. Com as oito seqüências finalizadas, os alunos deverão pensar em algum tipo de montagem para ser criado na hora de juntar as seqüências e pensar num recurso que enfatize o ponto de conflito do filme que eles criaram.

RHAPSODY IN BLUE – PARTE 1

RHAPSODY IN BLUE – PARTE 2

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PROBLEMAS QUE EMERGEM

Publicado por alexandrabujokas em Abril 6, 2008

Estamos completando um mês de atividades no Midialab, e os problemas vão emergindo. Primeiro: é incrível como os alunos têm dificuldade para escrever. Cada um criou o seu próprio blog e, ao final de cada oficina, eles devem escrever um post relatando o que aprenderam. É um esforço danado para fazer um texto de três ou quatro linhas, fragmentado e com muitos erros de gramática e ortografia. Eu achei que eles fosse entrar no blog fora do período das aulas, mas isso não está acontecendo – embora eles tenham alguma forma de acesso ao computador e à internet, porque o Orkut vive cheio de recados, fotos e vídeos.

Para tentar tratar desses problemas, vamos tomar algumas medidas:

1. Criamos uma comunidade do Midialab na Orkut. Aquilo que eles não escrevem nos blogs, quem sabe escrevam nos tópicos ou manifestem nas enquetes que a plataforma permite criar;

2. Vamos começar a escrever os posts no editor de texto do Open Office e passar o corretor de gramática. Quem sabe vendo o programa corrigindo as palavras ajude-os a se familiarizar ao menos com a ortografia;

3. Vamos começar a levar o Folhateen e recortes de jornais com assuntos do interesse deles, para serem lidos no início, no final das aulas e naqueles momentos em que alguns terminaram a tarefa e outros ainda estão fazendo. Assim, eles convivem mais com o texto escrito.

4. Vamos proibir o uso do Orkut durante as atividades – a não ser participar da comunidade. É que alguns alunos já ficaram muito saidinhos: mal chegam, já vão ligando os computadores e, claro, vão reto para o Orkut, escrevendo sobre aqueles assuntos, com aquela linguagem que a gente já conhece…

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (3)

Publicado por alexandrabujokas em Abril 4, 2008

A terceira oficina se concentrou no som.

Primeiro, os alunos ouviram um programa de rádio que eu havia produzido originalmente como piloto de um possível programa para a Veritas FM. Esse programa explora as relações entre sons verbais e não verbais e suas gerações de sentido, usando como fundamento a teoria dos signos de Charles Pierce. Depois de ouvir, fizemos uma conversa informal sobre o que eles aprenderam sobre diálogos, música e efeitos sonoros.

Em seguida, a Mariana fez uma apresentação sobre os recursos da sonoplastia: trilha sonora, diálogos dos personagens e narração, efeitos sonoros naturais e artificiais. Na seqüência, ouvimos diversas vezes o som de cada um dos quatro trailers anteriormente estudados. Desligamos o vídeo, para que todos se concentrassem apenas no som e identificasse o tipo de música, os tipos de efeitos, as características da voz e da entonação do narrador, os diálogos. Depois, assistimos novamente os trailers, para ver em que ponto da imagem estavam os sons que havíamos identificado.

Os alunos então receberam um questionário, para registrar o que haviam observado na sonoplastia dos trailers.

Para finalizar, retomamos o filme gravado na oficina anterior e planejamos a sonoplastia: que tipo de música, quais efeitos sonoros, o que diria o narrador. O trabalho será realizado na próxima oficina.

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (2)

Publicado por alexandrabujokas em Abril 4, 2008

Alunos do Midialab gravam uma seqüência cinematográfica

Na segunda oficina, os alunos produziram uma seqüência cinematográfica, com a seguinte narrativa: um estudante chega de ônibus à USC e vai apressado em direção ao Midialab. Ele está nervoso porque está atrasado. Quando chega, percebe que esqueceu o caderno em casa.

A narrativa foi passada pronta para o grupo, porque o objetivo era transformar um texto verbal em texto audiovisual. Por isso, não queríamos perder tempo passando aos estudantes a tarefa de criar a narrativa.

Primeiro, eles receberam um folha, com o objetivo de cada sequência. Nessa folha, eles anotaram planos e movimentos de câmera que consideraram mais apropriados para expressar a idéia da sequência. Depois, fizemos uma discussão coletiva para eleger as melhores idéias.

A seguir, cada um recebeu um script em branco, e transcreveu, em detalhes, o planejamento de cada uma das oito seqüências propostas para a narrativa. Fizemos isso para exercitar o caminho de volta: ter uma cena na cabeça e transformá-la em palavras, usando um vocabulário técnico da área de cinema.

Com o script em mãos, fomos captar as cenas, obedecendo o que havia sido planejado, para ver em que medida daria certo.

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ESTUDANDO O TRAILER DE CINEMA (1)

Publicado por alexandrabujokas em Abril 3, 2008

Alunos estudam os planos cinematográficos dos trailers

Na primeira oficina sobre o estudo do trailer de cinema, procedemos do seguinte modo:

1. Começamos com uma conversa informal sobre os filmes que os alunos assistiram, gostaram e não gostaram. À medida em que eles respondiam, perguntávamos porque gostavam ou não de determinado tipo de filme;

2. Depois, relacionamos o gosto com a questão dos gêneros cinematográficos: quais gêneros eles conheciam? De qual(ais) gostavam mais? Por quê?

3. Passamos ao estudo de quatro trailers de gêneros diferentes: Piratas do Caribe (aventura), Jogos Mortais (terror), American Pie (comédia) e Zuzu Angel (drama). Inicialmente, foram exibidos os quatro trailers e fizemos algumas perguntas: qual é o gênero de cada um? como você sabe que é esse o gênero? que tipo de sentimento cada um dos filmes provoca na gente? o que o filme faz para provocar esse sentimento?

4. Exibimos um tutorial sobre planos e ângulos de câmera, usando material retirado dos próprios trailers. O tutorial explica a função de cada tipo de plano (planos geral, aberto, americano, médio, close e super close) e angulação (plongée, contra-plongée, panorâmica, chicote, travelling, zoom in e zoom out).

5. Cada um dos trailers foi reconstruído na forma de storyboard (uma seqüência de desenhos que mostra a ordem planejada para filmar) e os alunos observaram as seqüências de imagens dos quatro trailers, para sedimentar o conhecimento sobre os planos. Eles anotaram numa folha os planos que se repetiram mais em cada gênero e deveriam tentar explicar porque isso acontecia.

6. Depois, eles assistiram os trailers pausando-os, para identificar os ângulos e movimentos que a câmera fazia. Novamente, deveriam avaliar porque determinados ângulos eram usados daquela forma específica em cada um dos gêneros.

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LINGUAGEM DO TRAILER DE CINEMA

Publicado por alexandrabujokas em Abril 3, 2008

Mariana Cerigatto, aluna do curso do jornalismo e bolsista IC Fapesp, orienta os alunos na atividade sobre planos cinematográficos

Junto com a Mariana Cerigatto, estudante do curso de Jornalismo da USC e bolsista de iniciação científica da Fapesp, começamos a desenvolver uma série de oficinas para explorar a linguagem dos trailers de cinema. O objetivo do trabalho é focar o modo como os trailers são produzidos, criando exercícios de leitura e escrita na linguagem audiovisual. A hipótese é que, ao observar um trailer “por dentro”, os alunos, aos poucos, adquiram instrumentos congnitivos para examinar essa linguagem de uma perspectiva mais crítica. Capacidade crítica – neste caso – seria a habilidade de assistir um trailer, pensar em como ele foi feito, para que público e com quais objetivos. Ao fazer isso, o jovem se distancia da mensagem, observa-a com menos envolvimento emocional e pode emitir juízos de valor – e não apenas dizer se gostou ou não gostou do trailer (e do filme).

A série de oficinas está assim planejada:

OFICINA 1 – FOCO NA IMAGEM

Objetivo – estudar ângulos e planos da cinematografia e tentar identificar qual é o objetivo do diretor ao escolher determinados ângulos e planos para filmar uma cena.

OFICINA 2 – FOCO NA IMAGEM

Objetivo – aplicar os conhecimentos da oficina 1 na produção de uma seqüência cinematográfica

OFICINA 3 – FOCO NO SOM

Objetivo – conhecer fundamentos de sonoplastia (trilha sonoro, diálogos e efeitos) e avaliar como

OFICINA 4 – FOCO NO SOM

Objetivo – aplicar os conhecimentos da oficina 3 na sonorização da sequência gravada na oficina 2

OFICNA 5 – FOCO NAS ESTRUTURAS NARRATIVAS

Objetivo – entender o modo como a narrativa do trailer evolui em função do gênero e das expectativas do público para aquele tipo filme. Identificar recursos de montagem e junção de cenas.

OFICINA 6 – FOCO NAS ESTRUTURAS NARRATIVAS

Objetivo – aplicar os conhecimentos adquiridos na oficina 1 e modificar a estrutura narrativa de um conto de fadas tradicional, em função do gênero e das expectativas do público.

OFICINA 7 – CRÍTICA DE FILMES

Objetivo – aprender a produzir pequenas críticas de trailers de filmes, avaliando linguagem, gênero e estilo da narrativa

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